Francisco Morais Sardinha [1559-1626]
Poetas
Francisco Morais Sardinha foi uma figura do conhecimento, das letras e da poesia, cronista próximo dos Duques de Bragança no Paço Ducal de Vila Viçosa. Nasceu nesta vila em 1559, filho do Dr. Álvaro Sardinha, teve uma vida preenchida entre lugares políticos, sociais e de nomeação. Era Cavaleiro Fidalgo da Casa do Duque D. Teodósio II, foi mesário nobre da Misericórdia, vereador da Câmara mais velho e Juiz pela Ordenação. Casou no ano de 1587 na Matriz da vila, com uma escrava da casa de Nicolau de Andrade, teve filhos, tendo falecido em 1626.
Deixou uma obra manuscrita invulgar, republicada em livro da autoria de Christopher C Lund: «Do famoso, & antiquissimo Parnaso, que avia no mundo, agora novamente achado, e descuberto em Villa Viçosa adonde está, de que he Apollo o... Principe Dom Theodosio segundo deste nome... / Dirigido ao mesmo Principe Apollo deste famoso Parnaso por Francisco de Moraes Sardinha». [manuscrito]
O seu Parnaso de Vila Viçosa inclui um relato circunstanciado do «ambiente invulgar de erudição intelectual e de requinte artístico e cultural» da sociedade ducal Brigantina em Vila Viçosa. A obra retrata a corte de aldeia que se desenvolveu em torno da casa ducal dos Braganças nos finais do século XVI e primeiro quartel do século XVII, em plena dinastia filipina (1580-1640).
Foi também autor da novela de cavalaria Crónica do Espantoso e nunca vencido Dracuso, Cavaleiro da Luz, em duas partes, deixada manuscrita e hoje perdida.